quinta-feira, 13 de julho de 2017

Alguém realmente lê o que eu escrevo AQUI?

Sozinha na multidão

O banco da pequena praça me aguardava, me esperando pra mais uma solitária tarde de outono. O livro na mochila, balançando a cada passo já até sabia que seria aberto e engolido. Já virara rotina pra mim o que pra muitos era solidão, nunca tinha me importado com isso, até bem... até aquele dia...
Eu nem sabia que tanta coisa podia acontecer em tão pouco tempo, não sabia que eu podia mudar tanto.
O vento soprava levemente, apenas uma brisa que acariciava meu rosto de uma deliciosa forma, realmente eu escolhera muito bem o meu banco, nele o sol raiava especial e as árvores dançavam alegremente uma suave música que o vento ressoava.
O livro que eu lia, me dava uma bela história de família, um livro que eu nunca me recordo o nome; ninguém nunca passava por ali, aquele lado da praça era sempre vazio - pelo menos até aquele dia - era mais um dia comum, mais um daqueles incontáveis dias de uma simplória e monótona vida. 
Ouvia o canto de um pássaro ao longe, talvez tivesse brigando com alguém, bom talvez até ele tivesse alguém com quem brigar.
Antes de abrir o livro minha mente vagava por lugares que eu gostaria de ir, França, Japão, Holanda, Indonésia, Dinamarca - ah como eu gostava de ter uma mente tão sonhadora- viver em outros mundos pelo menos ali era o que me enchia todos os dias de vontade para vir ali...

domingo, 20 de novembro de 2016

Wenda, uma seltis Capítulo 2

Desde o conselho de mamãe eu passara muito tempo  na biblioteca, li livros de contos, fábulas, grimórios de magia, e nada, nada me dizia algo concreto, algo que realmente pudesse me ajudar a me encontrar.
Estava eu mais uma vez naquele lugar, quando vejo Alu vindo em minha direção, ela aumenta a força e a velocidade, quando pisco me deparo com ela perante a mim. Nunca tinha visto ela daquele jeito, suas sobrancelhas pareciam querer sair de seu rosto,  seu contorno fúcsia parecia querer se expandir, tomar todo o branco de seu corpo.
- Que lindo, nós trabalhando, cuidando do Infinito, e você aqui, lendo! - disse Alu, furiosa.
-Foi um conselho da mamãe. Por que você está falando assim comigo? - eu falo provavelmente desacreditada, ela sempre foi autoritária, mas nunca tinha falado comigo daquela maneira.
- Um conselho não é uma ordem, mamãe deve ter dito por educação, se fosse uma verdadeira Seltis saberia! - Alu diz, e eu tinha certeza, via no seu olhar, que  sua intensão era arrancar de mim lágrimas e palavras hostis, ela queria briga não importava para ela que isso custasse abalar o Infinito.
- Pare já com isso Alu, você não é assim, nós não somos, eu estou me encontrando, tenho esse direito,todas vocês também tiveram, além disso, eu sempre ajudei, posso ter esse momento, não é justo o que você está fazendo comigo, isso não é justo com nenhuma de nós! - eu falo, soltando tudo de uma vez, saindo de um discurso que parecia estar a muito tempo aguardando ser dito, nem eu acreditava que tinha dito o que pensava, eu nunca tinha feito isso.
- Humpf! - é o único som que minha irmã produz, antes de virar de costas bruscamente e sair flutuando.
Naquele momento, muitos pensamentos passam pela minha cabeça, seria mesmo certo eu tentar me encontrar? Não  seria eu, apenas uma ajudante das outras? Será mesmo que valia a pena eu brigar com minhas irmãs por causa de uma "pesquisa"?
Eram tantas questões, e eu continuava a me perguntar se algum dos livros da biblioteca realmente guardava as respostas que eu precisava. Eu me sentia esgotada, prestes a explodir de medo, o fio de esperança que habitava em mim já era fino, e eu me sentia cada vez mais perdida.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

primeiro capítulo





Wenda é uma Seltis, uma espécie de guardiã, protetora, e criadora das coisas no universo. Ela se encontra em crise. Pois sua idade só aumenta e ela não encontra sua função.
Ela tem outras três irmãs Mafa,apaixonada por estrelas, e criadora delas. Alu; a mais velha e autoritária, tem muitas responsabilidades. Lesa, animada, adora dançar e expressa isso através, do gelo.
CORES:
Wenda: AZUL
Mafa: VERMELHA
Alu: FUCSIA
Lesa: ROSA




Capítulo 1



Estávamos  nos quatro, Mafa tentava reconstruir um estrela, Alu conversava com um cometa que estava prestes a partir, Lesa estava preparando os flocos de gelo que se tornariam em breve, neve, e eu estava apenas as observando, olhando como era encantador vê-las fazendo tudo com tanto amor, de repente meus pensamentos são interrompidos por um chapado e um "puxão"-Saia desta nuvem, ela tem que chover - me diz Alu com o olhar de desaprovação.
- Oh desculpe-me eu não sabia! -Digo um tanto incomodada.
- Pois já deveria saber, você precisa mesmo conversar com a mamãe. Escute-me, nós somos Seltis, Wenda, é nosso dever saber quando isso vai acontecer, você já está crescida suficiente, já está na hora de nos ajudar a controlar o universo. - disse-me Alu, fazendo sua cor fucsia ficar ainda mais brilhante.
Eu odiava me sentir daquele jeito, inútil e completamente deslocada, todas as minhas irmãs já sabiam  seus poderem e seus lugares  no Infinito, menos eu.
- Okay, eu  vou DE DOVO, conversar com a mamãe. - disse olhando-a de soslaio, não queria encara-la detestava que ela tivesse razão em tudo.
Ela sai, flutua até encostar-se em uma Baleni, olhando pra mim e com autoridade diz - Agora! Vá falar com a mamãe agora.
Penso em falar, mas viro as costas e saio flutuando até onde mamãe estaria, hoje eram 54 em Vilant ( o planeta que eu escolhera contar os dias por um tempo) então queria dizer que mamãe estaria estudando, ela passava muito tempo fazendo isso, já que desde seus 102 anos não vira a criação de mais nenhum planeta, e queria voltar a ver novos planetas a girar, o Infinito era inundado deles, então eu nunca entendi o porquê dela desejar tanto criar mais.
E está, na biblioteca vejo ela com as pernas dobradas e cabeça baixa, ela estava lendo, e ao que tudo  indicava, vário livros ao mesmo tempo, eu via pelo menos 6 acesos na prateleira, e isso queria dizer que eles estavam abertos. Ela de imediato levanta-se e nos saudamos, então ela começa:
- Sinto minha pequena preocupada, no que está pensando tanto?
- Mamãe ja tenho 112 em Vilant, e até hoje não sei o que fazer, já me cansei de ajudar as outras, eu preciso saber quem eu sou!
- Acalme-se. você só tem 112! Você vai se encontrar!
- Mas, todas as outras encontraram antes!
Então já cansada eu  desabafo:
- Não eu não vou, eu sou um completo fracasso!
-  Acalme-se, vou te dar uma dica, visite mais esse lugar, tudo ficará bem, de tempo ao tempo. - mamãe se levanta e me deixa ali sozinha.
 Eu adorava esse mistério presente  nela, aquilo tudo me acalmava, e era um fato eu nunca tinha passado muito tempo na biblioteca, passaria  agora mais tempo ali verificando se ali teria alguma pista de quem eu seria ou o que eu faria.

domingo, 21 de agosto de 2016

Mais um sonho... Ou não

Lá fora o clima estava brando, mas dentro da menina havia algo errado e desconhecido, uma angústia percorria seu interior e seus exterior e algo a fazia ficar ao chão. Essa angústia tratava de todos os seus sentimentos, um misto de tudo o que lhe fazia mau. Mas, talvez já não fosse mais desconhecido, a garota sabia o que lhe incomodava, a falta de apegar-se a um lugar, a um encaixe. A garota não achara seu dom,sua habilidade, nem seu caminho. Eram então que lágrimas emoldurando seu rosto traziam de sua mente e de seu coração, tudo aquilo, a angústia, o medo, a solidão. Era a única maneira de tirar um pouco da dor, já que aos ouvidos alheios suas confissões e dores eram apenas inúteis bobagens, diziam ser fases da vida, mas ela sabia, já que aquilo não era recente, que duraria pra sempre.
Sem apoio, sem confiança, e já sem sonhos, ela ficaria mais e mais perdida, o vento a levaria e ela iria porque o mundo não era pra ela e ela não era pro mundo. Aquilo não teria fim, ela sabia, e já não aguentava mais, porque as soluções, elas sumiram, ou na verdade... elas nunca existiram.

sábado, 23 de julho de 2016

#BoraMudar

Talvez haja um mundo lá fora do qual nós todos precisamos, um mundo cheio de paz, felicidade e cumplicidade. Não me incrimine, eu preciso dessa crença, saber que existe algo melhor. Não pensar que esse é o único lugar que se pode viver é a única esperança que existe. Sim, eu sei que esse lugar é aqui mesmo, o "nosso lugar" precisa de mudanças, de pessoas que consigam mudar umas às outras, sim porque o problema, já não é mais o lugar faz tempo são as pessoas, as quais tornaram uma convivência quase impossível. Uma mudança que venha de dentro de nós, que nos faça pensar o quão maravilhoso seria uma sociedade em paz, o quão diferente seria de cada um fosse um pouquinho  melhor. Desse o seu melhor pelo mundo e pela recuperação do caráter das pessoas. E é esse meu pedido, MUDANÇA, pessoas vivendo em irmandade, um mundo realmente unido. Mude a si pra mudar o mundo!😄

terça-feira, 5 de julho de 2016

Um livro, várias emoções...

Parece errado eu ficar assim perante um livro, minha mãe diria: "se fosse pela família não choraria assim", mas é impressionante a capacidade de uma pessoa de escrever algo para alguém se desmontar em lágrimas, eu quero um dia poder fazer isso, levar através de simples palavras, tons, cores, sentimentos, realidade diferente, lágrimas ou mesmo sorrisos, vontades de estar em determinado lugar ou imagina-lo, criar situações que não estamos nada implícitas... Obrigado au
Os autores, todos incríveis por ter a capacidade de levar tanta coisa em simples textos, aos meus professores da alfabetização que me capacitaram pra sentir emoções, pra ler, obrigada Deus por ter a capacidade de aprender, obrigada, simplesmente OBRIGADA!